Bem-vindo(a) ao dia 17 do meu experimento: Atravessando o Vale do Desespero.
Simplicidade não é pouco conteúdo ou minimalismo estético e material. Simplicidade é a capacidade de reduzir a complexidade sem perder o essencial. Em outras palavras, simplicidade é resumir a complexidade com precisão.
Para ser simples é preciso primeiro compreender a própria complexidade – por isso, a simplicidade exige maturidade, discernimento e responsabilidade.
Simplicidade é, na verdade, complexa e rara. Ela não desperdiça tempo, atenção, emoção e decisão – pelo contrário – ela devolve energia vital.
A gente raramente vai se deparar com alguém jovem sendo verdadeiramente simples – e isso é bom, porque a juventude não é para ser simples, a joventude é para mergulhar de cabeça na própria complexidade interna para encontrar a própria essência. O excesso de simplificação no começo pode, justamente, fazer o contrário do que deveria: retardar e até eliminar a capacidade de ser simples no futuro.
Ser simples é viver alinhado ao seu essencial com o mínimo de fricção interna possível. É viver, portanto, na certeza da genuína compreensão da sua essencialidade.

Até amanhã,
