A wide backyard lawn under heavy dark storm clouds, with a dense green hedge in the background and a small circular fire pit made of stones in the foreground, suggesting an approaching storm that has not yet arrived.

Bem-vindo(a) ao dia 16 do meu experimento: Atravessando o Vale do Desespero.

A previsão do tempo hoje anunciava chuva para a tarde. Dizia que ela começaria por volta das duas horas e, de fato, tudo indicava que estava a caminho – o céu estava escuro, o ar mudou, até o cheiro de chuva já se fazia presente.

Estávamos certos de que ela chegaria. Não só certos – quase à espera dela.

O curioso é que ela nunca chegou. Mesmo com a previsão confirmando, mesmo com o céu fechado e pesado, a chuva não caiu.

Às vezes, eu fico assim – esperando a chuva que não vem. Dá para entender: é melhor se preparar do que ser pega de surpresa. O problema é quando toda a atenção fica presa à possibilidade da tempestade. Quando se vive em função do que pode cair do céu, e não do que está, de fato, acontecendo agora.

Porque enquanto espero a chuva, deixo de perceber que, apesar das nuvens, o dia segue – e que nem toda ameaça precisa se cumprir para merecer tanta energia…

Até amanhã,

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