As Gabrielas do Mundo

Cityscape of São Paulo at sunset, with tall residential buildings in the foreground and a wide skyline fading into the distance, under a dramatic sky with pink and orange clouds as the sun touches the horizon.

Bem-vindo(a) ao dia 8 do meu experimento: Atravessando o Vale do Desespero.

No Brasil nós temos a expressão popular “Sídrome de Gabriela” que surgiu por causa da novela, na década dos anos 80, “Gabriela, Cravo e Canela”, baseada na obra do autor brasileiro Jorge Amado.

Nela o verso mais famoso era esse:

“Eu nasci assim, eu cresci assim, eu sou mesmo assim, vou ser sempre assim… Gabriela.”

Com o tempo, essa frase tomou o gosto popular brasileiro para simbolizar uma mentalidade fixa, uma pessoa que não quer mudar, se adaptar ou aprender algo novo porque acredita que sua forma atual de ser é imutável. Ela defende os seus comportamentos problemáticos como se fosse a sua essência, justifica seus hábitos como destino, foge do desconforto do crescimento como um vampiro do alho e prefere pagar o custo alto da estagnação que assumir o risco e a responsabilidade do desenvolvimento.

“Gabrielas” sempre existiram em qualquer lugar, cultura, ou época.

A grande diferença é que, agora, uma espécie que se recusa a mudar e a se adaptar em um mundo cada vez mais tomado por robôs e inteligências artificiais, onde aprendizado e desenvolvimento se tornaram a única vantagem competitiva – pode transformar a estagnação individual, em grande escala, em uma estagnação evolutiva coletiva…

Por hoje é só,

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