Cha sits on a rocky riverbank wearing a pink sweater and looking out at the clear, shallow water flowing through a wide, stony riverbed, with green hills and scattered trees rising in the background under a cloudy sky.

Bem-vindo(a) ao dia 6 do meu experimento: Atravessando o Vale do Desespero.

Eu cresci com a minha mãe me ensinando misticismo. Ela sempre falou sobre o poder dos pensamentos, das palavras e das ações.

Muito da fé que carrego hoje foi moldada por ela — e, de certa forma, ela compensou o meu lado cínico. Sem a influência dela, provavelmente eu teria me tornado alguém que só acredita naquilo que a ciência consegue medir.

Por carregar esses dois polos dentro de mim, eu sigo e admiro pessoas que habitam as duas margens do mesmo rio: as que se apoiam no rigor científico e as que enxergam sentido em dimensões menos mensuráveis da experiência humana.

Nos últimos tempos, eu venho reparando algo curioso.

Enquanto o algoritmo insiste em empurrar polarização, extremismo e manchetes sobre separação, eu noto que a ciência e o misticismo começaram a se encontrar de forma sólida.

A ciência está validando princípios antigos que sempre foram tratados como “místicos” (embora muitos cientistas e profissionais façam questão de dizer que não têm nada de misticismo aí). E o movimento inverso também acontece – as tradições espirituais estão incorporando descobertas científicas para explicar o que antes era apenas intuído.

Finalmente, as duas margens estão deixando de disputar território e passando a reconhecer que o rio só existe porque ambas coexistem.

Até amanhã,

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