Bem-vindo(a) ao dia 12 do meu experimento: Atravessando o Vale do Desespero.
Tudo o que fazemos é sustentado por algo invisível: uma convicção interna – seja ela favorável ou prejudicial.
Essas convicções podem nos servir ou nos sabotar. Quando contribuem para a nossa saúde e bem-estar, costumamos chamá-las de placebo. Quando operam contra nós, afetando negativamente o corpo, recebem o nome de nocebo.
Os efeitos do placebo e do nocebo não são simbólicos e nem imaginários. Eles são reais, mensuráveis e amplamente documentados na medicina. Isso significa que aquilo em que acreditamos – seja consciente ou inconscientemente – tem o poder de moldar resultados concretos na nossa saúde física.
Os exemplos de placebo e nocebo são diversos. Há dois deles que me fascinam.
Um exemplo do efeito nocebo é a gravidez psicológica: quando o corpo da mulher manifesta sinais e sintomas típicos de uma gestação mesmo sem ter um feto. Não se trata de “imaginação”, mas de uma resposta fisiológica desencadeada por um forte estresse psíquico, ou seja, a expectativa intensa e o desejo profundo de gestar.
Já um ótimo exemplo do efeito placebo vem dos estudos do médico Henry Knowles Beecher, durante a Segunda Guerra Mundial. Em situações de escassez de morfina, ele administrou solução salina em soldados gravemente feridos, falando que se tratava de um potente analgésico. Cerca de 40% relataram alívio significativo da dor.
Portanto, se o nosso corpo é capaz de responder ao que acreditamos, sintomas se tornam pistas das crenças que sustentamos.
Até amanhã,
