Ensaio novo, Câmera Nova: Redescobrindo o Prazer de Fotografar

Woman crouched by the river, gently cupping water in her hands and watching it flow through her fingers.

Fazia tempo que eu não me animava para criar fotos — o que sempre soou contraditório pra mim. A fotografia nunca deixou de me fascinar. Sou naturalmente mais criativa pelo olhar do que pela palavra, e tem algo que me encanta profundamente em ver momentos reais capturados e suspensos no tempo.

A vontade de criar fotos sempre esteve presente. Eu vivia com aquela vontade de levar a câmera comigo, explorar novos lugares e experimentar ângulos, luzes, composições… Mas, na prática, o que me desanimava era o peso e toda a logística envolvida. Minha câmera era uma Canon DSLR com lentes grandes e pesadas. Fazia fotos lindíssimas e eu amava a qualidade — mas o conjunto pesava no minimo dois quilos. Não é exatamente o tipo de coisa que você joga na mochila e leva por aí sem pensar duas vezes.

Por melhor que fosse a qualidade da câmera, de nada adiantava se ela vivia parada. Foi aí que comecei a considerar trocar todo o meu equipamento por algo mais leve — uma câmera que eu realmente pudesse carregar no dia a dia, prática, fácil de usar, que não transformasse cada saída em uma missão logística.

Outro fator que pesou na decisão foi descobrir que minha Canon 5DS R tinha saído de linha. Isso significava que a manutenção poderia se tornar mais difícil com o tempo, e a revenda, ainda mais desvalorizada. Depois de pesquisar bastante, acabei escolhendo a Fujifilm XT5. E olha, estou muito feliz com a minha escolha.

Estou adorando usar essa câmera — primeiro, pela leveza e pelo tamanho. Segundo, porque a qualidade não fica atrás da que eu tinha antes. Minha antiga câmera era de 50 megapixels e cada clique ocupava um espaço monumental no HD externo. Já a Fujifilm tem 40 megapixels, continua entregando uma qualidade excelente e ocupa bem menos espaço. Ou seja: mais econômica, mais prática e sem comprometer o que realmente importa.

Ate agora a Fujifilm tem só me surpreendido. Os filtros da camera sao unicos. As cores e a textura que deixa a pele sao fenomenais, as fotos precisam de quase nada de pos edicao. Nessas fotos eu so tive que abaixar o highlights (a brancura da minha pele refletiu demais a luz!).

Woman hugging her knees while seated on a rock in the river, gazing calmly at the camera.

Outra mudança recente na minha fotografia tem sido trocar as lentes com zoom por lentes prime. Em vez de levar várias opções, saio só com uma lente e exploro todas as possibilidades que ela me oferece. Isso me obriga a pensar fora da caixa, a me mover mais, testar ângulos e composições — e, no fim, sinto que isso tem estimulado muito mais a minha criatividade.

Para esse ensaio, usei uma lente Fujifilm 56mm f/1.2 R — uma lente incrível, mas que ainda é desafiadora pra mim. Não estou acostumada com uma profundidade de campo tão rasa, então cada detalhe importa. Nessa foto com a Pokie, por exemplo, dá pra ver que a câmera não estava longe o suficiente para nos enquadrar direitinho. Ainda subestimo a distância que preciso manter entre a lente e objeto — mas estou aprendendo, errando e ajustando no processo.

Woman hugging her dog with her back to the camera, sitting by the river’s edge in a moment of connection and tenderness.

Dito isso, nunca me importei muito com o equipamento. Ter uma boa câmera, que me permita criar com liberdade, já é mais do que suficiente. O que realmente me atrai na fotografia é a composição, o conceito, e a intenção por trás da imagem. O equipamento sempre foi só uma ferramenta — o que me move é o olhar, não a ficha técnica.

O Ensaio

Cheguei no local por volta das quatro da tarde — e tinha mais ou menos uma hora até o sol começar a se pôr. A luz estava linda, mas levou um tempinho até eu conseguir o enquadramento ideal. Como comentei antes, ainda subestimo o quão longe a câmera precisa estar de mim, principalmente porque minha outra lente é uma grande angular. Essa, por ser uma 56mm, exige mais distância — e até isso virar automático na cabeça, leva tentativa e erro.

Estava frio — e, conforme o tempo passava, só piorava. Nas fotos em que estou com os pés na pedra, eu simplesmente congelei. Literalmente. Meus dedos (dos pés e das mãos) saíram de lá duros e rosa-choque. A estética ficou ótima, mas o bastidor foi puro sofrimento térmico — um verdadeiro perrengue fotográfico! 😅

Woman crouching on a river rock, looking directly at the camera with an intense expression, wearing red patterned pants and a light crop top.

Eu queria testar diferentes poses focando mais nos braços e nas mãos, em vez do corpo inteiro. A luz estava perfeita — suave, clara na medida certa — o que me permitiu usar uma abertura f/1.4 e uma velocidade de 1/80 para todas as fotos. Assim eu conseguia manter um ar etéreo na imagem, mas ainda parecer nítida o suficiente no enquadramento.

Woman sitting on a large stone, touching her hair with a contemplative expression, surrounded by lush natural greenery.
Woman sitting with arms resting on her knees and hands joined above her head, striking an introspective pose by the river.

A Pokie é uma companheira e tanto. Às vezes ela parava bem na frente da câmera — e eu precisava pedir com jeitinho pra ela sair. Ela saía numa boa, mas sempre com aquela carinha de quem pensa: “mas o que exatamente a gente tá fazendo aqui?” 😂 Mesmo confusa, ela participou do ensaio como uma verdadeira parceira.

Woman smiling softly at the camera while resting her arm on her head, with her dog slightly blurred in the foreground.

Esse ensaio me relembrou da magia de fotografar com uma câmera de verdade. Eu já estava ficando acostumada demais com a praticidade do celular — e, sem perceber, tinha perdido aquele encantamento com o processo, com o tempo que a câmera exige, com o olhar mais atento.

Foi bom reencontrar essa minha parte que estava adormecida. Que venham mais ensaios, mais luz bonita e mais experimentos. E você? Já reencontrou algo que amava e tinha deixado de lado?

Até a próxima,

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