O Fim do Experimento, Não da Travessia

Woman standing outdoors in the rain with arms stretched wide, eyes closed, wearing a dark jacket with red details, embracing the moment in a gravel landscape surrounded by greenery.

Bem-vindo(a) ao dia 21 do meu experimento: Atravessando o Vale do Desespero.

Hoje, o meu experimento de escrever todos os dias por 21 dias chega ao fim. E, apesar de ter sido exatamente o desafio de que eu precisava para enfrentar a procrastinação, o perfeccionismo e a auto-sabotagem, ele também escancarou o que, de fato, é exigido para alcançar maestria.

A distância entre o que eu imagino e a minha realidade ainda é grande.

Na minha cabeça, eu queria sentar, começar a escrever com fluidez tudo o que me vem à mente, colocar o timer, terminar o texto em trinta minutos e editar, formatar e publicar em uma hora e meia. Hoje, isso seria maestria para mim.

Mas ainda há atrito. Atrito para sentar e escrever, estruturar ideias, editar, formatar e publicar. Tudo sempre leva muito mais tempo do que eu imagino que levaria. Eu ainda não encontrei uma forma de escrita com a qual eu me sinta satisfeita. Parece que tudo o que escrevo não contém a clareza que eu acreditava ter. Neste momento, esforço físico é mais fácil do que esforço mental para mim.

O fim desse experimento não significa o fim da travessia do vale do desespero. Ele foi apenas uma alavanca – como uma esteira rolante no meio de um aeroporto. Passei mais rápido por ele, mas ainda estou nele. Eu sei disso pela forma como me sinto: ainda há muito esforço necessário. E é exatamente por isso que tantas pessoas desistem aqui – porque veem o desconforto como um impedimento, e não como algo indispensável.

A parte boa é que esse experimento me devolveu a noção de movimento e de progresso. Eu queria terminar o ano com mais de cem posts publicados – e isso, eu consegui.

O caminho continua o mesmo, o que renovou foi a minha disposição de continuar andando mesmo sem vê-lo inteiro. Como eu disse no post de ontem, eu parei de exigir clareza como condição para continuar. Eu escolho seguir fazendo mesmo quando não parece elegante, eficiente ou inspirador. Eu escolho sustentar o processo mesmo quando ele é lento, desconfortável e mentalmente exaustivo.

Não sei se existe uma forma certa de atravessar o vale. Mas essa será a minha. Não espero ver o fim dele. À minha maneira, estou aprendendo a caminhar dentro dele.

Com determinação,

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