Quatro lições de 2025

Hand holding a small handwritten note reading “Thank you 2025 :)” above a lit candle, with soft warm light and blurred background, reflecting a quiet end-of-year moment by Cha.

Bem-vindo(a) ao dia 20 do meu experimento: Atravessando o Vale do Desespero.

Aqui vão quatro lições que este ano se consolidaram em mim:

1. A maior força motivadora da minha vida sempre foi a morte. Penso nela com frequência – a ponto de ter “Memento Mori” tatuado no meu pulso direito – e, neste ano, essa consciência passou de ser abstrata para realmente orientar decisões concretas. Levei a sério a urgência de priorizar o meu tempo e a minha vida, passando a me perguntar com mais honestidade como eu quero viver, o que quero experienciar, ser, dar e deixar. Se tornou uma necessidade real, urgente e crucial.

2. Ter clareza sobre o que eu quero sempre me pareceu algo desejável, mas este ano percebi o quanto essa ideia é superestimada. Nem sempre eu sei exatamente para onde estou indo — e tudo bem. O que passou a me orientar não foi um plano fechado e objetivos específicos, mas a atenção a como eu quero me sentir. Não tenho controle sobre como as coisas vão acontecer, e aceitar isso tirou um peso enorme das decisões. Em muitos momentos, segui em frente sem clareza total, apenas com a intenção de cultivar determinado estado interno. Agi mesmo sem saber, e foi no movimento que o caminho começou a se revelar e as respostas a aparecer. Abri mão do desfecho para encontrar mais intenção no processo.

3. Ao longo deste ano, passei a proteger, valorizar e priorizar a minha saúde mental, a minha autoestima e os meus níveis de estresse com muito mais seriedade. Aprendi a cuidar de mim como quem cuida de alguém que ama – sendo, quando preciso, uma boa mãe para mim mesma. Pedi ajuda. Falei em voz alta comigo. Comecei a me tratar com a mesma lealdade, paciência e respeito que ofereço às pessoas mais próximas. Confiei mais no meu eu maior e aprendi a me deixar ser ajudada por ele.

4. Fiz o meu melhor para direcionar a minha atenção mais para o que importa, para o que é produtivo, para o que está ao meu alcance e para aquilo que me faz bem. Mais para a solução e para o que eu tenho, não para o que falta. Insistir no oposto, na prática, é reafirmar para mim mesma uma narrativa de total impotência. Focar no problema e na falta só confirma que a minha realidade é essa e de que eu não posso fazer nada para transformá-la.

Eu poderia listar muitas outras lições, mas escolhi compartilhar apenas as que foram mais relevantes para mim. 2025 marcou o início de uma nova fase. Estou curiosa para aprender as lições que 2026 ensinará e para viver as alegrias e realizações que esse próximo ano reserva, especialmente para conhecer a pessoa que serei em dezembro de 2026.

Até já,

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