A fotografia sempre foi uma coisa que faz meus olhos brilhar, afinal… não é gostoso ver uma imagem bonita que nos faz sentir algo bom (nem sempre também)? Eu nem lembro exatamente quando eu tomei o gosto pela coisa, mas em 2013 (ou 2014 talvez) eu decidi comprar minha primeira DSLR, na maior inexperiência mesmo, porque apesar de gostar muito de fotografia eu até tinha um pouco de talento pra tirar foto, porém não sabia nada sobre câmeras.
Eu estava decidida em comprar a melhor câmera que eu pudesse com aquele dinheiro suado do estágio que economizei durante meses. Foi quando na ingenuidade comprei uma Nikon 7100, que convenhamos agora que eu sei um pouquinho mais sobre câmeras foi uma super câmera para começar.
Como eu não sabia nada sobre DSLRs eu tive duas aulas particulares com uma fotógrafa profissional que me ensinou o básico, o que foi muito útil pra mim. Mas o problema é que eu não me sentia entusiasmada em sair para fotografar, e isso porque naquele tempo eu era proscratinadora, sempre inventava desculpas para não sair de casa.
Daí eu me mudei para a Nova Zelândia onde um mar de possibilidades foi aberto na minha vida. Foi então que pensei que aquele momento seria perfeito para retomar essa minha paixão, tanto porque eu virei uma pessoa outdoor aqui (eu acho um desperdício estar na NZ e não ser outdoor!) e tinha mais tempo livre.
Mas tinha um porém… não tinha trazido minha câmera, porque teria que pagar excesso de peso então falei pra minha mãe pra que me mandasse depois. Eu, muito agoniada, comecei a pedir pra ela mandar a câmera, quando finalmente a bolsa chegou foi uma alegria imensa. Aquilo não significava somente a câmera, significava mais uma possibilidade de me reinventar, fazer algo que eu gosto, foi um contrato que fiz comigo mesma quando vim pra essa terra.
Quando recebi a câmera no começo de dezembro do ano passado ainda morava em Wellington e foi uma época que não deu pra aproveitar muito a fotografia pois estava finalizando um trabalho e estava de mudança pra Masterton, então foi um tempo um pouco conturbado para desfrutar do hobby. Os meus planos eram usufruir da câmera quando eu estivesse estabelecida em Masterton.
Bom, mas nem tudo acontece como o planejado e guess what? Eu me mudei pra Masterton e em janeiro desse ano meu flat foi roubado e levaram o quê? Sim, a câmera, ou seja, eu passei 1 mês com ela de molho pra ela ser roubada. O mais engraçado é que no dia do furto a bolsa estava embaixo da janela do quarto bem à vista e o Daniel chegou pra mim e falou: acho melhor colocar a bolsa dentro do armário, sendo que ela já estava ali no chão a dias. E acho que comentei algo sobre a NZ ser muito segura, quem iria entrar aqui e pegar câmera?! rsrs
Bom, eu fiquei arrasada né. Inclusive, a polícia foi um caso a parte, não fizeram simplesmente nada, o que é outra história… só pra deixar registrado (e detalhe que sabemos quem foi).
Enfim, a conclusão é que além de saber hoje que a NZ não é tããããooo segura assim (rs) é que nada acontece por acaso mesmo. Talvez eu não estivesse no tempo de ter aquilo, a câmera não era pra ser minha, e de fato, eu tive muita resistência com ela. Eu, particularmente, não achei uma câmera fácil de mexer e bastante pesada, sem contar as desculpas que eu inventava pra não sair fotografar.
O fato é que agora chegou o momento disso voltar pra mim e eu poder valorizar do jeito que precisa ser valorizado se é uma coisa que eu realmente goste. Agora tenho uma nova câmera, dessa vez uma Canon D700 (ou Rebel T5i) que eu estou amando mexer, achando fácil, leve e fascinante. E claro, no primeiro fim de semana já saí pra praticar, afinal se a coisa está nas minhas mãos novamente eu tenho que fazer valer a pena dessa vez.
Gratidão,
Cha ❣


















