Trekking de Inverno até Kiwi Saddle Hut

A woman and her dog stand on a frost-dusted mountain ridge, gazing toward the misty, forest-covered peaks in the distance. The woman is dressed in dark hiking clothes, including a black puffer jacket, navy pants, and sturdy boots, with a purple backpack on her shoulders. Her hair is tied back in a bun, and she looks over her right shoulder, away from the dog. The medium-sized dog, wearing a green jacket, stands close to her, facing the expansive mountain view. The surrounding terrain is rugged and covered in alpine vegetation, with patches of ice and frost clinging to the plants. The background shows steep, forested slopes under an overcast sky, partially obscured by low-hanging mist.

Neste post, compartilho fotos da nossa trilha do último fim de semana. Fomos até a Kiwi Saddle Hut, localizada no Kaweka Forest Park, na região de Hawke’s Bay, Ilha Norte da Nova Zelândia, a cerca de 1.170 metros de altitude, em uma clareira cercada por floresta de faias. Construída em 1987 para substituir uma estrutura anterior, a cabana é mantida pelo Heretaunga Tramping Club e serve como ponto de apoio para caminhantes e montanhistas.

O acesso mais comum é a partir do Cameron Carpark, subindo o Monte Kuripapango e seguindo pela Smith-Russell Track, em um percurso de aproximadamente quatro horas. Nós, porém, optamos pelo acesso mais direto via Lakes Carpark, em um percurso de 2 horas e 45 minutos.

Do Lakes Carpark até a Kiwi Saddle Hut são cerca de 6,9 km de trilha, com um ganho total de elevação de quase 800 metros. Os primeiros 45 minutos são os mais puxados, com inclinações constantes, e o trecho é basicamente por uma floresta de pinheiros — espécie que não é nativa da Nova Zelândia.

No inverno, a trilha se torna ainda mais desafiadora, com neve, gelo e vento gelado. No primeiro dia, o frio apertava sempre que parávamos para descansar; o vento, cortante, mas ainda moderado. Já no dia seguinte, tivemos a sorte de ver a neve cair — um espetáculo lindo de assistir e ainda mais gelado de sentir!

Aqui estão os cliques da trilha do fim de semana:

A scenic mountain view with deep valleys, forested slopes, and distant peaks under a partly cloudy sky.

A presença abundante de pinheiros ao longo da trilha para a Kiwi Saddle Hut é resultado de antigas práticas de reflorestamento e controle de erosão implementadas no século 20, quando grandes áreas do Kaweka Forest Park haviam sido degradadas pelo sobrepastoreio, queimadas e desmatamento. Espécies exóticas de pinus, como o Pinus radiata, foram plantadas porque crescem rápido, se adaptam bem a solos pobres e ajudam a estabilizar encostas. Embora hoje o foco seja a regeneração da vegetação nativa — com matagais de mānuka, kānuka e bosques de faia se expandindo. Esses pinheiros ainda dominam trechos da trilha, criando corredores densos e sombreados que contrastam com as áreas de flora nativa.

A mountain view with rust-colored trees in the foreground and green forested valleys stretching into the distance.

A coloracao alaranjada-avermelhada dos pinheiros se dá por conta do manejo ambiental — o Departamento de Conservação da Nova Zelândia realiza campanhas de erradicação de pinus selvagens (wilding pines), cortando ou envenenando árvores invasoras para restaurar a vegetação nativa. O contraste entre o verde profundo da mata nativa e o vermelho enferrujado dos pinheiros mortos cria um cenário interessante, quase dramático, que ressalta a transição entre vida e a decadência na paisagem.

Expansive mountain landscape under a pale, overcast sky, with multiple ridges fading into the misty distance. The slopes are densely covered with dark green forest, creating deep, shadowed valleys. In the center of the scene, a winding turquoise river snakes through the valley floor, reflecting the muted light from above. In the foreground, jagged rocky outcrops covered with sparse alpine vegetation, moss, and tufts of grass frame the view, adding texture and depth to the scene. The overall atmosphere is serene yet dramatic, with a sense of vast wilderness and untouched nature.

Vale do rio Ngaruroro, que serpenteia o Parque Florestal Kaweka e é o principal curso d’água da região.

Mas a trilha não é só de pinhos. Também há trechos de floresta de faias — minha parte favorita. O chão se cobre de moss, aquele musgo verde e macio que parece um tapete vivo. As raízes retorcidas se escondem sob essa manta, e o ar ali é mais úmido, mais fresco, carregando um silêncio denso, quebrado apenas pelo farfalhar das folhas. É como entrar em um mundo à parte, onde o tempo desacelera e tudo parece mais antigo e protegido.

Em meu elemento. 😊

Pokie também adora uma trilha principalmente no frio.

Nesse trecho, já quase no pico, estava um frio congelante.

A mesma trilha, dois mundos — o contraste da placa nevada do topo e a placa verde no refúgio de faias.

A fog-covered mountain slope with dense green pine forest partially hidden by mist, leading up to a ridge obscured by low clouds. In the foreground, a rocky, barren section of the slope is scattered with tufts of golden-brown grass. A blue heeler dog sniffs the ground near the center, adding a sense of scale to the vast, moody alpine landscape.

Chegando ao topo, a vegetação dá lugar a um solo arenoso e pequenos pinheiros.

Coisas que prendem meus olhos: a arte natural dos troncos retorcidos e o ponto onde a luz encontra a neve, rompendo a escuridão da mata.

Sentia mais frio dentro da cabana que fora dela. A lenha estava molhada, a lareira demorou um tanto para esquentar. Passamos a noite na companhia de um homem, dois meninos de sete e oito anos e um adolescente.

A close-up of a worn wooden table in a dimly lit cabin, with a bright green collapsible camping bowl in the foreground containing a creamy oatmeal-like meal. A yellow plastic spork rests inside the bowl, its handle marked with measurement indicators. In the background, a small stack of folded maps and pamphlets, including one for “Fiordland,” lies slightly out of focus. A black thermos, a small piece of wood, and faint hints of camping gear in shadow complete the rustic, cozy scene.

Meu café da manhã: mingau reforçado com whey, combustível para a caminhada de volta.

Detalhes que me chamaram a atenção no caminho de volta. É incrível como a mesma trilha se transforma quando percorrida no sentido inverso — quase como se fosse um lugar novo.

É isso! Espero que tenha curtido os cliques.

Até a próxima,

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