Bem-vindo(a) ao dia 19 do meu experimento: Atravessando o Vale do Desespero.
Hoje eu e meu pai fomos a Wellington. Passamos por Cuba Street, subimos no cable car, caminhamos pelo jardim botânico. Tudo bonito, tudo esperado.
O inesperado veio no fim.
Sem planos, entramos no planetário no limite da última sessão, de quarenta e cinco minutos. O vídeo começava com lendas maoris e seguia pelo céu e pelo Universo. A tela côncava no teto e o som envolvente transformam a apresentação em uma experiência imersiva.
Aprender a reconhecer constelações do zodíaco e usar estrelas para nos orientar no hemisfério sul despertou em mim uma curiosidade pela astrologia – pelo céu que nos marca desde o nascimento.
Quando o vídeo ampliou a escala e colocou a nossa galáxia ao lado do Universo, com outras galáxias e distâncias medidas pela luz, o meu chão desabou. Eu comecei a chorar.
As perguntas vinham rápido demais. Não dava tempo de pensar em uma só… era como se todas atravessassem a mente à velocidade da luz. Como tudo isso existe? Por quê? Pra quê? Escancarou o limite da minha compreensão.
Por um instante, eu até duvidei. Será que isso tudo é verdade? Será que o Universo é mesmo infinito? Ou é só mais uma história? Eu sentia o peso daquela informação.
No fim, ser pequena diante de tudo aquilo me libertou das preocupações. Ao mesmo tempo, evidenciou o quão curto é o tempo que temos na Terra.
Eu entrei lá sem expectativa alguma e saí libertada pelas minhas preocupações – quase nada realmente importa. O que importa é manter o maravilhamento do Universo vivo em mim.
Que bom ter sido lembrada disso hoje.
Com gratidão,
