Oi, tudo bem?
Vim aqui contar como foi nossa viagem do último fim de semana e do que eu trouxe com ela.
Fomos para o Kaweka Forest Park, mas dessa vez um foi pouquinho diferente, pois chegamos e deixados a floresta num helicóptero, o que foi legal, pois fomos para cabanas bem afastadas do estacionamento, levaria dois dias para chegar lá caminhando.
Nossa primeira noite foi na Manson Hut, na segunda noite tínhamos planejado acampar, mas como o tempo estava muito instável decidimos passar outra noite na Manson Hut (apesar do Daniel tentar me convencer de qualquer jeito a acampar rs). No terceiro dia seguimos viagem para a Rocks Ahead Hut, 8.5km de caminhada com paradas e almoço no meio, caminhada muito agradável. Então a terceira noite passamos na Rocks Ahead e na manhã seguinte o helicóptero voltou para buscar a gente.
Estava precisando muito de uma pausa. De um tempo. De todo tempo do mundo, na verdade de não ver o tempo passar. E essa viagem veio em bom momento. Acho que se olhei o relógio duas vezes por dia foi muito. Eu planejei contar mais da viagem e do lugar nesse post, mas tenho mais vontade de contar sobre o que a viagem me deu, do que da viagem em si. E aqui vamos nós.
Eu estava dizendo que precisava de uma pausa, porque ultimamente me sentia estressada e tem uma hora que, às vezes, não adianta ler coisas boas, ouvir conselhos, repetir mantras, ser positiva, ou coisas assim, eu preciso viver aquilo que eu leio, que eu escuto, que eu falo.
Não ouvir o telefone tocar, não ver mensagens, não obedecer ordens de ninguém, não dá satisfações a ninguém, não ver o jornal, não precisar se preocupar com simplesmente nada, tirar férias dos seus fantasmas, simplesmente ser e estar, é disso que eu estou falando.
A vida em sociedade te pede uma imensidão de exigências que nos sobrecarrega sem nos darmos conta. Eu me lembrei de um dos ensinos do Budismo do Nitiren Daishonin que diz que não precisamos se afastar da sociedade para encontrarmos o Estado de Buda/Nirvana/Dharma ou qualquer coisa que queira chamar, como os monges no alto das das montanhas do Himalaia e/ou outros monges de diferentes vertentes do Budismo.
Mas, a verdade é que é muito mais fácil estar em paz quando se está longe da coletividade. Buscar um caminho espiritual sem as centenas de estímulos que temos apenas em um dia, desejos insaciáveis, insatifações, preocupações, solicitações, necessidades, reclamações, demandas, exigências, ordens, expectativas e por aí vai… é tremendamente mais fácil. Isso não quer dizer que pode ser o contrário, isso é, estar longe de tudo pode se tornar um pesadelo também, não quero generalizar e dizer que sempre haverá paz nessas circunstâncias (porque é tudo dentro de você).
Apesar de constantemente tentar relembrar do que é essencial meu espírito precisa realmente viver o que é essencial.
O fato é que observar as nuvens passando, o sol aparecendo e desaparecendo, as folhas das árvores dançando com o vento, o assobio do vento, a chuva batendo no telhado, a escuridão tomando posse do céu, o rio fluindo, o barulho da força da água, o canto dos pássaros, observando todos esses fenômenos, todos esses milagres nos faz recordar que não fazemos só partes da natureza, nós somos a natureza e que a natureza é perfeita, portanto, tudo é perfeito e tudo se encaixa perfeitamente e tudo sempre, sempre está bem, mesmo quando a nossa mente luta em acreditar.
Eu sou imensamente grata pelo tempo que eu tive nessa viagem e ao meu parceiro de jornada Daniel por ter introduzido na minha vida o contato com a natureza como eu nunca tive antes.
Esses foram alguns dos momentos vividos lá…






















































Espero que você tenha gostado!
Um grande beijo
Cha ❤
Respostas de 2
Ameiiii amiga!!
Meu sonho é fazer uma viagem como essa.
Seu blog está maravilhoso…❤️❤️
É bom ver como vc está feliz.
Saudades!
Obrigada Ka!!! Tao feliz que vc gostou! Vc está convidadissima pra fazer essa viagem aqui comigo. Muitas saudades! Grande beijo X