Vipassana: A Minha Viagem para Dentro

View of the Vipassana retreat center surrounded by lush native forest and a quiet gravel path, nestled in a peaceful green landscape

Pega sua xícara e se aconchega no sofá, porque esse post promete ser longo.

Há quase um ano, eu escrevia este texto. Infelizmente, acabei perdendo tudo por conta de um problema técnico. Depois, reescrevi parte dele, mas fiquei desencorajada a postar, por sentir que não tinha ficado tão bom quanto a primeira versão.

Hoje, finalmente venho aqui contar para você a minha experiência no retiro Vipassana e os insights que tive lá. Meu propósito aqui não é entrar nos detalhes de como o retiro funciona, suas restrições e programação — para isso, você encontra milhares de textos e vídeos na internet. Portanto, assumo que você já tenha algum conhecimento prévio sobre o retiro/curso Vipassana.

Sem mais delongas, aqui começa:

Quem quer, dá um jeito.

Algum tempo antes de 2013, assisti ao documentário The Dhamma Brothers, que mostra a implementação da meditação Vipassana em uma prisão norte-americana. Naquela época, a meditação já fazia parte da minha vida, mas lembro de concluir rapidamente, após assistir ao documentário, que Vipassana não era para mim. Dez horas de meditação por dia durante dez dias? Era demais. Lembro de pensar: “Não preciso disso.”

Avançando para 2020, durante o confinamento da pandemia, decidi que estava pronta para aprofundar minha prática de meditação com o Vipassana. Enviei minha inscrição para o curso que ocorreria em setembro daquele ano. Um mês antes da viagem, Auckland entrou em lockdown e todos os cursos foram cancelados. Percebi, então, que ainda não era o momento certo. Assim, esperei a poeira da pandemia abaixar.

Em 2024, estava decidida: não deixaria o ano passar sem ir. Não havia outra opção para mim. Enviei minha inscrição em março para o curso de 22 de maio a 2 de junho. Recebi um e-mail confirmando que eu estava na lista de espera.

Na entrevista, confirmei que estava preparada para receber a confirmação até um dia antes do início do curso. E mesmo sabendo que estava no fim da lista de espera, eu tinha certeza de que estaria lá. Não havia outra alternativa.

Foi então que, no começo de abril, comprei as passagens, reservei o ônibus e pedi as férias no trabalho. Sete dias antes do meu voo, minha crença de que tudo daria certo se confirmou: recebi um e-mail dizendo que uma vaga estava disponível e perguntando se eu ainda estava interessada.

Hoje, de volta do meu primeiro curso de Vipassana, faz sentido que minha forte determinação em estar lá tenha feito a experiência parecer curta. Eu precisava desse tempo para mim — desde 2020.

A agenda diária restrita e as regras de autodisciplina foram fáceis para mim. Eu ansiava por um tempo de inatividade, silêncio, afastamento da constante estimulação — e, principalmente, do meu diálogo interno. Ir para o Vipassana foi como fazer uma viagem dentro de mim mesma.

Tive tantas sensações, insights e sonhos lúcidos que só quem já foi entende o quão maluca essa experiência pode ser. Meu cérebro fervilhava de ideias. Eu não tinha caneta nem papel, mas confiava que, se valesse a pena, eu me lembraria. Eu segui à risca as recomendações do retiro — mas, para a próxima vez, papel e caneta eu vou levar!

Nos primeiros dias, o professor falou da mente como um grande elefante, e nós, em cima dele, tentando adestrá-lo. No sexto dia, quando ele me perguntou como a minha prática estava indo, respondi que eu ainda estava tentando adestrar o meu elefante. E estava mesmo — no sexto dia, ele ainda estava totalmente descontrolado!

Foi então no sétimo dia. Foi aí que a coisa ficou séria.

Antes disso, eu conseguia sentar por duas horas e assistir a um verdadeiro filme dentro da minha cabeça. Ficava tão absorvida na história da mente que duas horas pareciam vinte minutos.

No sétimo dia, algo mudou. Pela primeira vez na vida — mesmo com anos de experiência em meditação — eu entendi o que é estar em um estado meditativo profundo. Eu descreveria como sentir o eco do silêncio e a dissolução do passado, presente e futuro.

Mantendo esse estado meditativo no oitavo e no nono dia, algo se transformou. E, desculpa te desapontar aqui: eu não sei explicar o que, nem como.

No décimo dia, a partir das 10h, podíamos sair do hall, quebrar o silêncio e conhecer as pessoas que estavam ao nosso redor nos últimos nove dias. Mas eu não estava pronta. Não queria sair daquele estado. Então meditei por mais de 45 minutos antes de me reintroduzir à vida social.

Voltar ao “normal” foi um choque!

Mas falar e trocar experiências com aquelas pessoas foi muito especial. Muito especial mesmo. Durante esses dias, a gente cria histórias e suposições na mente sobre quem está por perto. E, finalmente, quando você fala com elas, é uma surpresa ver o quanto estávamos enganados sobre tantas coisas.

Saí de lá com o coração aberto, muito surpresa e emocionada pela experiência.

Group of eight women smiling after completing the Vipassana retreat, standing close together in nature, radiating lightness and connection, surrounded by trees under a cloudy sky
Registro do último dia do retiro — 02.06.2024

Eu volto a te contar sobre o pós-retiro mais à frente, mas agora quero tentar dissertar sobre alguns dos insights que tive lá — pelo menos os que eu lembro. Então aqui estão alguns dos meus pensamentos:

Primeiro Insight: A Conexão entre Ensinamentos 

Esta foi a primeira vez que entrei em contato com um ramo do budismo indiano.

O budismo possui três grandes ramos que compartilham a mesma base filosófica — as Quatro Nobres Verdades e o Caminho Óctuplo —, mas que diferem bastante em suas abordagens doutrinárias, metafísicas, psicológicas, práticas e espirituais.

A partir desses três ramos, o budismo se ramifica em cerca de 15 grandes escolas — que, por sua vez, têm ainda mais subdivisões. Foi pelo ramo japonês do Mahayana, através dos ensinamentos de Nichiren Daishonin, que fui inicialmente introduzida ao budismo.

Todos os ramos budistas compartilham os mesmos conceitos fundamentais, mas cada um apresenta técnicas distintas para alcançar o mesmo objetivo: a iluminação. O Vipassana, por exemplo, é uma escola budista indiana cuja técnica se baseia na observação direta da realidade interna, e é apresentada de forma independente de qualquer crença.

Antes do curso começar, recebemos a orientação de não praticar outras religiões, rituais ou técnicas espirituais durante os 10 dias do retiro. A proposta é viver a experiência de forma pura, sem interferências, permitindo que a mente se abra ao método sem confusões ou resistências.

E eu fiz isso — até certo ponto. Fui com meu copo vazio para aprender a técnica, mas foi inevitável associar os ensinamentos filosóficos do Vipassana com aquilo que eu já conhecia. Não comparei técnicas, mas sim a lógica dos ensinamentos — e foi nesse campo que as conexões começaram a surgir.

Quanto mais exploro diferentes tradições e filosofias, mais percebo que até mesmo os conceitos aparentemente divergentes estão profundamente interligados. Cada um, à sua maneira, complementa os pontos cegos do outro.

Lá, cheguei à conclusão de que essa postura me proporciona duas qualidades fundamentais ao aprender algo novo:

  • Estar sempre aberta a novas ideias, sem julgamentos prévios;
  • Construir uma visão mais holística do mundo e da vida.

É como montar um quebra-cabeça onde cada peça contribui para uma imagem maior. Eu simplesmente não consigo seguir uma única doutrina específica — isso seria trair a minha própria natureza. Para mim, tudo contém algum grau de verdade, mas também carrega seus próprios limites e incompletudes.

Segundo Insight: A Viagem na Maionese do Dhamma

Dito isso, sempre tenho em mente o conceito budista do Caminho do Meio — o equilíbrio entre os extremos. Evita-se tanto o excesso quanto a privação, buscando viver com sabedoria e clareza. Ou, em outras palavras: o que torna um remédio um remédio, e um veneno um veneno, é a dosagem — não o conteúdo.

Foi a partir desse entendimento que, durante a prática do Vipassana, uma pergunta começou a se repetir dentro de mim:


“Será que existe desapego demais?”

Acho que sim — mas só se entendermos “desapego” como ausência completa de ego. Viver em sociedade sem ego pode virar, de certa forma, patologia. O ego não é, em si, o inimigo. Ele é uma ferramenta de navegação social. A questão não é eliminá-lo, mas sim não se identificar com ele. Ter um ego é absolutamente essencial para a sobrevivência; acreditar que você é o seu ego, não.

Segundo o Budismo o apego é o causador de todo sofrimento. E no Vipassana, o sofrimento vem do apego à aversão, ao desejo e à ignorância. Assim, o caminho para o Dhamma é através da equanimidade da mente observar com clareza a impermanência da vida e cultivar a metta-bhāvanā, ou seja, o cultivo intencional do amor altruísta, da bondade universal e do desejo genuíno de bem-estar para todos os seres. Algo como:

Como disse anteriormente foi inevitável eu associar os meus conhecimentos prévios do budismo com o que eu estava aprendendo lá.

Foi aí que cheguei à conclusão que por mais que a prática Vipassana faça sentido para mim ela também é incompleta. Aqui eu mostro a minha conclusão ao caminho do Dhamma:

Assim fazendo um mix de salada, eu concluí o seguinte:

  • Vipassana não tem o conceito de Bodhisattva ou Arhats que outras escolas do budismo têm. Bodhisattvas ou Arhats são seres que estão a caminho da iluminação. Tendo esse conceito em mente fica mais fácil de entender e visualizar os níveis do caminho do Dhamma. Assim, o Vipassana me pareceu um pouco limitado nesse sentido;

  • A equanimidade não é a neutralidade da mente, mas também o próprio caminho do meio, o caminho ideal para uma vida alinhada à plenitude;

  •  O sofrimento vem dos apegos e viver em sociedade requer um certo grau de apego. A questão é o quão apegado o ego é. O caminho do meio seria o caminho ideal para atingir um apego saudável para viver em sociedade. Ir além do caminho do meio para praticar o desapego é seguir o caminho Bodhisattiva, o que até certo ponto é compatível com a vida em sociedade. Nos níveis 8-10 do caminho do Dhamma não seriam compatíveis com a vida em sociedade.

  • Ao atingir o total desapego e o amor em sua forma mais pura, ou seja, a dissolução do ego e o amor em sua essência eu acredito que isso seria incompatível com à vida na Terra, com o físico e com a matéria. Assim ao atingir esse estado significaria que o espírito necessariamente se soltaria do corpo e assim se transcenderia. Isso, contudo, não seria morte como nós conhecemos (nós mortais — morremos / espíritos iluminados — transcendem).

  • Para ter um ego saudável através do caminho do meio é exigido necessariamente alguma prática do Nobre Caminho Óctuplo. E essa prática pode se mostrar em diferentes formas e conceitos, mas essencialmente, é indispensável para o caminho do meio.

  • O caminho do Dhamma não é linear — embora eu o represente assim, de forma didática, na imagem acima. A linearidade é, na verdade, uma ilusão. A mente humana tende a conceituar tudo de forma linear para tentar fazer sentido da realidade. Mas essa é uma das maiores armadilhas cognitivas, pois a vida não é estática. Absolutamente tudo no universo está em movimento — dos corpos às vibrações, energias aos campos magnéticos, partículas subatômicas à própria dimensão mental. E não temos controle algum sobre esses movimentos, porque a teia da vida é caótica. E se a vida é caótica, seus movimentos também o são: não-lineares, imprevisíveis, complexos demais para a mente humana compreender por completo.

Terceiro Insight: O Eu Criador

Você é a autoridade suprema da sua vida. Sua realidade é inteiramente criada por você. Nós somos o Universo, e o Universo é nós.

Embora você não possa escolher onde nasceu, a família que herdou ou o que lhe aconteceu, é inteiramente responsável pelo que faz com essas circunstâncias.

Você é o personagem principal da sua história — e o peso das suas decisões reflete esse papel central. Afinal, ninguém além de você pode ver, ouvir, sentir, cheirar, saborear, pensar ou agir por você. Essa responsabilidade, no entanto, é profunda demais para a mente humana carregar com leveza. Por isso, muitas vezes terceirizamos a autoridade, buscando conforto na ideia de que alguém sabe mais do que nós.

O segundo ponto importante sobre o “eu” é que os humanos vivem uma dupla existência:

  • Uma interna, onde um diálogo silencioso molda pensamentos, emoções e percepções;
  • E uma externa, visível ao mundo, composta por ações, expressões e comportamentos.

Ambas são reais e coexistem, mas apenas a vida interna é invisível — conhecida somente por nós mesmos.

Talvez essa seja a maior dicotomia humana — e a fonte da ilusão de separação. Parece que somos seres isolados, desconectados. Mas, na verdade, a humanidade é um só organismo: um superbioma, como uma floresta formada por milhares de árvores interligadas por raízes invisíveis.

E é esse reino interior que direciona nossas ações, decisões e resultados externos. Algumas pessoas conseguem alinhar esses dois mundos — vivendo em congruência entre o que sentem por dentro e o que expressam por fora. Elas navegam a vida com clareza, transmitindo seu mundo interno com integridade.

Outras, porém, vivem em conflito entre essas camadas, o que gera desalinhamento, sofrimento e desencontro nas relações.

E para completar esse quebra-cabeça: a vida interior é guiada pelo ego (carregado de apegos) ou pelo Eu Superior (centrado no Caminho do Meio).

O ego, quando dominado por apegos — quase sempre moldados por influências externas — se transforma numa autopercepção rígida, condicionada. É aquela narrativa que construímos sobre quem somos e repetimos desde a infância até a morte. São os papéis com os quais nos identificamos, reforçando-os todos os dias.

Já o Eu Superior é diferente: ele não se molda aos eventos externos. Ele permanece calmo, íntegro, silenciosamente presente em segundo plano.

Por isso, não é exagero dizer que o nosso diálogo interno cria toda a nossa realidade.

Se o ego está no comando da psique, a pessoa tende a oscilar entre extremos emocionais, evita decisões importantes, busca validação externa, se compara, julga e controla. Mas se o Eu Superior conduz, o oposto se manifesta: clareza, centramento, confiança e fluidez.

E como mencionei anteriormente, a linearidade não existe — então, é natural que essa oscilação entre o ego e o Eu Superior aconteça o tempo todo. Para uns mais do que para outros, mas inevitável.

É por isso que a autoconsciência é fundamental: para reconhecer a raiz da intenção por trás de cada decisão tomada.

No fim das contas, o Eu — que integra o diálogo interno com o mundo externo — é a única entidade capaz de tomar decisões verdadeiras. Sejam elas guiadas pelo ego ou pelo Eu Superior, é sempre o Eu quem escolhe.

Em outras palavras: o Eu, e sua verdade interna, são a autoridade máxima da vida de uma pessoa.

Quarto Insight: Aprendendo o Desaprender

Desaprender é tão importante quanto aprender. E, muitas vezes, exige tanto esforço quanto o próprio aprendizado.

Para desaprender, é preciso abrir e esvaziar. E, para abrir e esvaziar, precisamos soltar o controle, a certeza, as expectativas e as lições previamente aprendidas.

Desaprender, portanto, pode soar como uma ameaça às partes de nós que foram moldadas por essas certezas.

Mas, na verdade, desaprender é um ato de adaptabilidade e desapego (do ego). É desconfortável — às vezes até assustador —, mas sem dúvida, essencial.

Talvez a pergunta mais transformadora que você possa se fazer não seja “o que eu ainda preciso aprender com isso?”, mas sim: “O que eu preciso desaprender?”

Quinto Insight: O Sentir do Tempo

Por conta da minha ansiedade, sempre tive uma relação distorcida com o tempo.

A ansiedade do tempo a que me refiro não é apenas aquela voltada ao futuro — do tipo “será que vai dar certo?”, “será que vai acontecer?” —, mas também a ansiedade do tempo presente.

Por exemplo: muitas vezes eu acordava, especialmente aos domingos, com uma angústia absurda. Às vezes, de tão ansiosa, chorava. Não sabia por onde começar o dia. Queria ser produtiva, fazer tudo de uma vez só, mas também precisava descansar — afinal, segunda-feira era dia de voltar ao trabalho.

Outro tipo de ansiedade do tempo que carrego é existencial.

Muitas vezes coloco a vida em perspectiva ampla demais e sinto, quase fisicamente, a brevidade da existência. Uma pessoa vive, em média, cerca de 4.000 semanas. Isso, comparado à escala cósmica, é irrisório. Penso: nossa vida é cosmicamente imperceptível — um efêmero grão de poeira no universo.

Paradoxalmente, essa percepção às vezes me ajuda. Pensar assim me dá coragem para fazer aquilo que hesito em fazer, porque o medo do arrependimento supera o medo da ação.

Então, depois do Vipassana, minha relação com o tempo mudou. Principalmente com o tempo presente. Claro, né? Depois de meditar dez horas por dia durante dez dias… não tinha como ser diferente.

A coisa mais valiosa que aprendi foi que o tempo é uma pulsação dentro de mim.

Ora, se tudo no universo está em movimento, o tempo também está. E se a linearidade é uma ilusão — como já comentei —, então o tempo não é uma linha: ele se contrai e se dilata.

Comecei a perceber que a pulsação do tempo pode ser criada dentro de nós.

Ela pode surgir de dois jeitos:

  • Pulsação mental, que vem da forma como pensamos o tempo (compromissos, prazos, relógios);
  • E pulsação torácica, que é como sentimos o tempo — pelo coração, pela respiração e pelo plexo solar.

A única forma de realmente sentir o tempo é canalizando o foco para a respiração e para a presença do corpo no espaço.

E a coisa doida é que, quando você sustenta esse foco por tempo suficiente, o tempo se expande tanto que vira eternidade.

Na prática, é como se o passado, presente e futuro deixassem de ser separados — e você os percebesse como uma única coisa, unida, viva, atemporal.

Hoje, quando começo a pensar demais o tempo, eu paro, respiro, realinho — e volto a sentir o tempo.

Parece papo maluco. Mas acredite: é real.

E depois do Vipassana

O Vipassana me mostrou o que é possível. O curso é, de fato, um treinamento mental intensivo — como apertar um botão de reiniciar a mente.

Eu poderia listar aqui todos os benefícios que a prática trouxe, mas o principal é este: quase todas as pessoas que concluem os dez dias relatam sentir uma imensa paz interior.

No meu caso, acredito que essa paz veio do silêncio da voz dentro da minha cabeça.

Os dez dias passaram voando. Eu teria ficado mais dez. E agora eu entendo: é natural sentir paz interior quando estamos em silêncio e isolamento profundo. O verdadeiro desafio é cultivar essa paz vivendo em sociedade.

O Vipassana também me deu um vislumbre do que é a vida monástica — e percebi que ela talvez seja a forma mais profunda e lúcida de devoção pura.

E hoje entendo por que, anos atrás, pensei que o Vipassana não era para mim — era só que meu tempo ainda não tinha se dilatado o suficiente para me levar até lá.

Do meu mundo para o seu,

Cha

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